Nem direito passaram o Natal e o Réveillon e já vêm IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e os gastos com material escolar despertar as famílias do clima de comemoração. Eventualmente, também se apresenta uma fatura de cartão de crédito com as comprinhas de final de ano e as despesas das férias.
O ideal, sempre, é que se faça uma provisão para tais dispêndios com alguns meses de antecedência, assim os montantes podem ser divididos ao longo do tempo e não pesam demais de uma vez só.
Caso não haja uma reserva específica para esse fim, deve-se analisar as economias da casa e identificar –levando em consideração os rendimentos, os tempos de aplicação e impostos a pagar– de onde se pode tirar os recursos para honrar os compromissos. Com dinheiro na mão, é muito mais fácil planejar e conseguir descontos quando cabível.
Precisam ter prioridade na quitação as contas que cobram grandes juros e aquelas cujo atraso pode trazer problemas, como a matrícula da escola das crianças.
Aí traça-se a estratégia. A maneira adequada de enfrentar essas despesas depende principalmente da situação da família, dos recursos que possui disponíveis agora e nos próximos meses. Por isso, uma análise detalhada das receitas e despesas nesse período é indispensável.
1 – IPTU
A prefeitura da cidade informa quais são as condições para o pagamento do tributo. Geralmente, há descontos para os contribuintes que quitam a obrigação à vista –nesse caso, deve-se comparar a porcentagem do abatimento com o tamanho do retorno que se consegue nas aplicações financeiras escolhidos pela família. Sendo o segundo maior, parcelar é a opção mais vantajosa. No entanto, muita gente escolhe liquidar o imposto de uma vez simplesmente para não ter que se preocupar com mais uma prestação pelo ano, o que também é válido.
2 – IPVA
Da mesma forma, deve-se comparar o desconto oferecido com o retorno médio das aplicações da família.
“Mesmo para quem não tem uma poupancinha vale a pena apertar um pouco o orçamento de janeiro e tentar resolver tudo de uma vez só.
O parcelamento é o mais recomendado, óbvio, quando o contribuinte não tem recursos para quitar à vista –não se deve fazer empréstimos nem entrar no cheque especial para cobrir tais gastos.
3 – Material escolar
Primeiro, é fundamental pesquisar os preços, pois a diferença entre as lojas costuma ser bem grande. Os órgãos de defesa do consumidor lembram que o estabelecimento de ensino não pode exigir que a compra seja realizada em lugares por ele determinados.
À vista, o consumidor pode até decidir adquirir os itens mais baratos de cada papelaria e ainda pedir um desconto adicional. Preferindo parcelar, o mais indicado é escolher uma loja apenas e negociar condições interessantes para o escalonamento. Até porque estamos tratando da compra de itens que serão usados por todo o ano –ou seja, faz sentido diluir a despesa também.
Tão importante quanto encontrar o jeito mais conveniente de abraçar esses gastos sazonais é mantê-los sob controle. As parcelas –no cheque ou no cartão de crédito– têm que ser devidamente lançadas no orçamento dos próximos meses.

